Acordei às 6h45. Não sinto nenhum entusiasmo nem nada de especial nesta manhã de Ano-Novo. Será que deveria ser assim? Comi zoni [um prato especial de Ano-Novo] no café da manhã. Fui direto para a casa de S. Acompanhei meu pai até o templo Myoko-ji, em Shinagawa. Em seguida, fui com o diretor-geral, I, K., H. e I à casa de Sensei, em Meguro, oferecer-lhe nossos cumprimentos pela passagem do Ano-Novo. O ano apenas começou e sensei já está nos orientando profundamente sobre filosofia de vida. Sua atitude me impressionou e me comoveu. Jamais me esquecerei desse dia.
Sinto náuseas, talvez por causa da exaustão de ontem à noite. É uma sensação terrível.
Acompanhei Sensei até o templo Josen-ji, onde fomos recebidos pelo sumo prelado aposentado Horigome. Já eram 10h30 quando voltamos para a Sede Central da Soka Gakkai.
Na reunião para líderes de comunidade e acima da região de Tóquio, recitamos o sutra e o daimoku ao “Gohonzon para a concretização do kosen-rufu por meio da propagação benevolente”. Depois, sensei e o diretor-geral discursaram. Sensei leu um poema que ele havia escrito especialmente para celebrar o início do ano:
Para os povos da Ásia
que oram por um lampejo da Lua
por entre as nuvens que se dissipam,
enviemos, em vez disso,
a luz do Sol.
Parti de Tóquio no trem das 13h35 rumo ao templo principal para a primeira peregrinação do ano. É o primeiro dia do ano, e este jovem revolucionário está completamente exausto. Estou firmemente decidido a forjar uma fé genuína.