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Diário da Juventude

1960 – Sábado, 2 de janeiro. Tempo nublado.

(Diário da Juventude, pp. 535-536)

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Acordei tarde. Apesar de ser meu aniversário, minha esposa se mostrava muito preocupada, pois eu estava pálido. Não sei por que fico tão exausto. Sorrindo, disse a ela que jamais sucumbirei à maldade da doença.

Hoje, completei 32 anos. Pensei em minha mãe. Imaginei-a em sua velhice. Mas depois, dei-me conta de que ela já está envelhecendo. Parti da estação de Tóquio para minha primeira peregrinação do ano no expresso das 10 horas com H., a Sra. M. e sua filha.

No trem, contemplando o Monte Fuji, recordei-me de meu falecido mestre. A qualquer hora que contemplamos esta montanha, ela sempre nos impacta com sua beleza. É a mais bela do mundo. Quero viver com a mesma solidez do Monte Fuji.

Em sua infância, Nichiren Daishonin, grande sábio e pensador, percorreu a estrada ao longo do litoral leste até o Monte Hiei para se dedicar aos estudos. O que será que pensou ao ver o Monte Fuji? Fiquei imaginando as emoções que ele deve ter sentido nesse momento.

Às 14 horas, participei de uma cerimônia no templo principal e orei ao Dai-Gohonzon. Em todo o templo, pairava uma atmosfera de pureza e renascimento.

Às 18 horas, houve uma explanação do escrito Carta de Ano Novo no Grande Salão de Preleção. O salão estava repleto de gente. Que tranquilizante. Senti que o alvorecer do humanismo está irrompendo desta terra.

O poder da Lei Mística e a propagação do budismo – são ações da grandiosa Lei, que nenhum povo nem a humanidade inteira poderia deter.

A reunião terminou com uma sessão de perguntas e respostas conduzida pelo diretor-geral. Todos os líderes centrais dialogaram cordialmente até meia-noite, no segundo andar do alojamento Rikyo-bo.

Não pude dormir antes do ushitora gongyo. Tampouco consegui dormir depois. Fiquei acordado até clarear; talvez por causa do intenso frio. Deitado na cama, fiquei pensando seriamente em construir e doar um prédio – o Grande Salão de Recepção.

Estou feliz e orgulhoso de poder lutar e me empenhar na vanguarda do kosen-rufu. Este ano será fundamental não só para a Gakkai mas para mim também. Devo confiar no Gohonzon.

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Diário da Juventude

1960 – Sexta-feira, 1º de janeiro. Tempo chuvoso.

(Diário da Juventude, pp. 534-535)

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Acordei às 6 horas. Estava muito frio pela manhã.

Hoje, sentamo-nos todos em família diante do Gohonzon.

Não sabia como expressar minha imensa gratidão ao Gohonzon pela proteção de toda a família: de minha esposa; de mim mesmo; do meu filho mais velho, Hiromasa; do meu segundo filho, Shirohisa; e do caçula, Takahiro.

Este ano, tomei uma profunda decisão para com meu mestre, Josei Toda. Minha esposa parece compreender o que se passa em meu coração.

O 708º ano do estabelecimento do Budismo de Nichiren Daishonin começou. Como transcorrerá? Sinto necessidade de orar pelo crescente fortalecimento da fé, pela felicidade e pelo dinâmico avanço de cada membro da Gakkai. Espero que os líderes centrais, em especial, tenham uma atuação consciente e séria.

Fui ao templo Myoko-ji pouco depois das 7 horas. O sacerdote K. ofereceu saquê cerimonial ao diretor-geral, a H., a M. e a mim. Na volta, conversamos sobre o objetivo de tornar realidade, quanto antes, a união entre o clero e os leigos.

Após visitar a família do presidente Toda em sua casa, em Meguro, para cumprimentá-los pelo Ano-Novo, fui à sede central. Participei do Gongyo de Ano-Novo na sede, às 10 horas, com uns duzentos representantes.

Depois da recitação do sutra e do daimoku, o diretor-geral proferiu algumas palavras. Em seguida, ouvimos a gravação de uma sessão de perguntas e respostas com o presidente Toda, realizada durante a peregrinação em grupo de 1957. Os líderes centrais devem ter sentido que sensei estava aqui. Em seguida, tivemos um banquete simples. Recitamos alguns poemas waka do presidente Toda. Um silêncio solene permeou o local.

Mais tarde, dialoguei com os funcionários da sede central numa sala de reunião. Entoamos uma canção da Gakkai e registramos nosso nome num livro de assinaturas antes de irmos embora.

Recebemos muitos visitantes. Compus, sem muita habilidade, alguns poemas haikai em papel de caligrafia.

A aurora do Ano-Novo
brilha nos jovens corações
com a primeira luz da manhã.
Dia de Ano-Novo,
mais se desfruta, em meu lar;
no ocaso do que no amanhecer.

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Diário da Juventude

1959 – Sexta-feira, 2 de janeiro. Céu claro.

(Diário da Juventude, pp. 504-505)

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Hoje completo 31 anos. Participei da primeira cerimônia do ano e orei ao Dai-Gohonzon. Renovei a minha determinação.

“Tome conta de tudo depois que eu morrer”; “Quero que você cuide do meu funeral”. Estas últimas palavras de meu mestre ressoam nas profundezas de meu coração.

Às 10 horas, diante do túmulo de nosso mestre, em frente ao Pagode de Cinco Andares, cantamos Hoshi-otsu-shufu Gojogen [Uma Estrela Cai em meio ao Vento Outonal sobre a Planície de Wuzhang], com o acompanhamento da banda de metais e do coral. Informei-lhe sobre a nova canção da DMJ.

Às 11 horas, tiramos uma foto comemorativa com os líderes da Divisão dos Jovens.
Quanto mais trabalhar a cada dia, mais nobre será a história que poderei criar. Este ano, quero deixar registrada uma história gloriosa. Parti do templo principal com os familiares do presidente Toda.

Aliviado por vê-los animados.

No carro, pensei em várias questões. Este ano, quero realizar uma luta correspondente a dez anos tanto no estudo do budismo como na leitura em geral.

A partir deste ano, registrarei cada anotação em meu diário como se fosse meu testamento. Cada dia deverá se converter numa narrativa dourada de minhas realizações e de meu aprimoramento. Devo registrar tudo. Como será minha vida daqui para frente? Sensei, por favor, continue a me observar.

O novo ano se anuncia repleto de determinação e esperança como o raiar do Sol, mas também, cheio de preocupações angustiantes.

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Diário da Juventude

1959 – Quinta-feira, 1º de janeiro. Chuva.

(Diário da Juventude, p. 504)

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Este ano se comemora o 706º aniversário do estabelecimento do Budismo de Nichiren Daishonin. Meu desejo é que seja um ano digno de seu tema: “Ano da Alvorada”.

Saí de casa às 7 horas. Fui à casa dos S. e depois ao templo Myoko-ji para oferecer meus cumprimentos de Ano-Novo. Mais tarde, fui ao templo Jozai-ji.

Cheguei à sede central às 11 horas. Vesti um casaco que tinha ganhado de meu mestre. Uma esplêndida maneira de começar o ano.

Se sou discípulo direto do presidente Josei Toda, este ano devo tomar a iniciativa e liderar como um jovem general resoluto, de convicção inabalável.

Após recitar o sutra e o daimoku, ouvi a gravação do último discurso de Ano-Novo que meu mestre proferiu no ano passado. Uma profunda, rigorosa e esplêndida preleção sobre os três princípios místicos.

Parti da estação de Tóquio no trem das 13h35 rumo ao templo principal, na companhia dos líderes centrais. Hoje havia gente demais na estação e no trem. Ouvi dizer que fazia nove anos que não chovia no Ano-Novo, e vinte e oito anos que não nevava como hoje.

Contemplo o rosto dos meus queridos companheiros de fé de todo o país, reunidos aqui no templo principal. Entre a multidão de habitantes do mundo, eles são as pessoas com quem compartilho laços cármicos, com quem me encontrei na época atual, nos milhares e milhares de anos da história humana. Jamais os abandonarei.

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